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Resistência de aterramento: precisa mesmo ser menor que 10 ohms?

  • motheengcomercial
  • 17 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Se você já pesquisou sobre aterramento elétrico, certamente ouviu a famosa frase:“o aterramento tem que dar menos de 10 ohms”.


Essa regra aparece em vídeos, cursos, orçamentos e até na fala de muitos profissionais. Mas a pergunta correta é: isso realmente está nas normas técnicas atuais?


A resposta curta é: não.


E entender isso muda completamente a forma como se projeta um aterramento seguro e eficiente.


Medição da resistência de aterramento em haste de cobre conforme normas técnicas

Qual é a resistência de aterramento exigida pelas normas

A ABNT NBR 5410, que rege as instalações elétricas de baixa tensão, não estabelece um valor fixo para a resistência de aterramento. O texto é claro ao orientar que a resistência deve ser “a menor possível”, priorizando segurança e funcionalidade do sistema de proteção.


Já a NBR 5419 (SPDA) na versão antiga de 2005 citava 10 Ω como referência para eletrodos não naturais. Porém, na revisão de 2015, essa orientação foi removida por ser considerada simplista e tecnicamente inadequada para a diversidade de solos e instalações.


Ou seja: o “10 Ω” não é exigência normativa atual.


De onde surgiu o mito dos 10 Ω?

Esse número surgiu como referência técnica antiga, em um contexto específico, e acabou sendo adotado informalmente como regra universal.


O problema é que isso ignora:

  • Tipo de solo

  • Finalidade do aterramento

  • Tipo de proteção instalada (DR, disjuntores, SPDA)

  • Características da instalação


Na prática, um aterramento pode funcionar perfeitamente com valor maior que 10 Ω — desde que o sistema esteja corretamente projetado.


O que realmente importa em um aterramento eficiente

O objetivo do aterramento não é “bater um número”. É permitir que o sistema de proteção funcione corretamente.


Um bom aterramento deve garantir:

  • Atuação rápida de disjuntores e DRs

  • Equipotencialização entre massas metálicas

  • Conexões firmes e duráveis (ex.: grampos GTDU)

  • Condutores bem dimensionados (ex.: cobre nu 50 mm², 7 fios)

  • Avaliação da resistividade do solo no local


É isso que traz segurança real para residências, comércios, indústrias e áreas com SPDA.


Por que medir a resistividade do solo é mais importante que medir ohms no final

Sem conhecer a resistividade do solo, o aterramento vira tentativa e erro. O método correto (Wenner) permite projetar o sistema antes de instalar hastes, definindo quantidade, profundidade e malha necessária.


Isso é engenharia. Não tentativa.


Cuidado com o “faça você mesmo”

Aterramento mal feito:

  • Coloca pessoas em risco de choque

  • Prejudica o funcionamento de DR e proteções

  • Compromete SPDA

  • Pode invalidar laudos, seguros e auditorias


É um dos pontos mais negligenciados — e mais críticos — da instalação elétrica.


Como a Mothé Engenharia atua em aterramentos

A Mothé Engenharia trabalha aterramento com base técnica e normativa, não em “números mágicos”:

  • Projeto de aterramento e SPDA conforme normas

  • Medição de resistividade do solo em campo

  • Execução com materiais e conexões adequadas

  • Laudos técnicos com instrumentos calibrados

  • Adequações em empresas com foco em segurança real


📞 Quer avaliar se seu aterramento está realmente seguro? Fale com a gente.

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