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RN alcança 12,4 GW em energia solar e eólica — o que esse avanço revela para projetos elétricos e empresas no Brasil

  • motheengcomercial
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O Rio Grande do Norte atingiu recentemente a marca de 12,4 GW de potência instalada proveniente de fontes renováveis, com predominância de usinas solares e parques eólicos. O número coloca o estado entre os maiores polos de geração limpa do país e evidencia a velocidade com que a matriz elétrica brasileira está se transformando. Esse crescimento não é apenas um dado ambiental ou político — ele traz efeitos técnicos reais para o sistema elétrico e, principalmente, para empresas que dependem de energia estável e projetos elétricos bem dimensionados.


Esse volume de geração renovável concentrado em uma mesma região exige reforços constantes na rede de transmissão, subestações mais robustas e estudos avançados de qualidade de energia. Quando há grande injeção de energia intermitente (vento e sol), o sistema precisa lidar com variações de tensão, distorções harmônicas e desafios de controle de frequência. Para indústrias, centros logísticos e empresas que operam com cargas sensíveis, isso significa que a qualidade do fornecimento passa a depender não apenas da concessionária, mas também da qualidade do projeto elétrico interno.


Engenheiro eletricista analisando qualidade de energia em instalação com subestação, painéis solares e parque eólico ao fundo, representando a necessidade de projetos elétricos bem dimensionados para empresas

É nesse ponto que muitos negócios cometem um erro comum: acreditam que a presença de energia renovável na região automaticamente significa energia de melhor qualidade. Na prática, ocorre o oposto. Quanto maior a participação de fontes intermitentes, maior a necessidade de estudos de fluxo de carga, análise de curto-circuito, coordenação de proteção e verificação de harmônicos dentro das instalações do consumidor. Sem isso, quadros elétricos, inversores, motores e sistemas eletrônicos ficam mais expostos a falhas.


Outro reflexo direto desse cenário é o aumento do interesse por geração distribuída e sistemas híbridos com baterias. Empresas percebem que podem não apenas consumir, mas também gerar parte da própria energia. Porém, a conexão desses sistemas à rede exige projetos criteriosos, alinhados às exigências da concessionária e às normas da ABNT, além de análises técnicas que garantam que a geração própria não cause impactos negativos na instalação.


Do ponto de vista estratégico, esse avanço do RN mostra para o restante do país um caminho sem volta: a matriz elétrica será cada vez mais renovável e descentralizada. Isso muda completamente a forma como projetos elétricos industriais e comerciais devem ser pensados. Hoje, não basta dimensionar cabos e disjuntores — é necessário pensar em qualidade de energia, confiabilidade e integração com novas fontes.


Para empresas, o recado é claro: revisar projetos antigos, atualizar laudos elétricos e realizar estudos técnicos deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade. Em um sistema elétrico cada vez mais complexo, quem investe em engenharia preventiva reduz riscos, evita paradas e garante estabilidade operacional.

Checklist prático para empresas neste cenário:

  • Verificar se o quadro elétrico possui estudo de curto-circuito atualizado

  • Avaliar a presença de harmônicos na instalação

  • Revisar coordenação de proteção e seletividade

  • Estudar viabilidade de geração própria com análise técnica adequada


Se a sua empresa ainda opera com um projeto elétrico antigo, este é o momento ideal para reavaliar. A transição energética já está acontecendo — e a sua instalação precisa acompanhar essa nova realidade.

 
 
 

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